quinta-feira, 13 de julho de 2017


A Baixa de Albufeira e a Subida de Nível do Mar

13/07/2017

Não é a primeira vez que trago este assunto à coacção.

Atendendo à sua importância, insisto na necessidade da baixa de Albufeira ser interpretada, sem descorar a subida de nível do mar.

Ao ver a notícia de que um iceberg com mais de 5.800 Km2 já se soltou da Antártida, percebi que a baixa de Albufeira também está relacionada com este e com outros fenómenos resultantes do aquecimento global.

A folga financeira do Município e o incentivo dos técnicos de alto gabarito que acorreram ou foram chamados a intervir depois da cheia de 2015, despoletou apetência para a construção de um mega túnel da Ribeira para o Mar

Será que esse túnel, só por si, resolvia os problemas?

E as inundações da baixa, cada vez mais previsíveis, no tempo das chuvas, devido às dificuldades de escoamento?

E se o colector de descarga do Pontão que fica constantemente assoreado, por força da dinâmica do mar, começar a meter água salgada para terra?

Estas questões merecem ponderação apurada, para percebermos se, em vez do mega túnel, dispendioso do ponto de vista financeiro, não seria mais sensato pensar-se já na reabertura da antiga foz da ribeira, antes que o mar a redesenhe.

Os problemas da baixa de Albufeira requerem coragem política, determinação e diálogo sério, para o ónus não ser protelado para as gerações futuras.

É oportuno lembrar que os programas das candidaturas à Autarquia, para as eleições de Outubro, não podem ser omissos nestas matérias, sob pena dos eleitores penalizarem os candidatos e as forças políticas que os suportam.
Candidaturas Autárquicas Independentes.
26/06/2017
São cada vez mais as candidaturas autárquicas “independentes”,   por que será:
Por falta de Câmaras e de Juntas de Freguesia para os Partidos satisfazerem a quantidade dos voluntários que querem servir a causa pública?
Fraca empatia com os partidários políticos?
Sendo os partidos o pilar da democracia, não era mais honroso estes voluntários travarem a sua luta no âmbito das organizações políticas, instituídas, de modo a engrandecê-las e aí ganharem adeptos para as suas causas?
Não estarão os ditos independentes persuadidos a mudar o regime?
Por que não usam a facilidade de recolher assinaturas para fundarem um partido novo com ideologia e estatutos à sua imagem?
Apesar da abrangência dos valores, nenhum partido político tem o condão de conseguir o pleno. A escolha faz-se, maioritariamente, por opção ideológica e aceitação de estatutos. Os cidadãos que se intitulam “independentes” não estarão à margem destes pressupostos.
Salvo raras excepções, os supostos independentes não acrescentam melhorias ao sistema democrático. Em caso de derrota eleitoral desaparecem de cena, como ratos, enquanto as estruturas partidárias, vencidas, vinculadas às regras estatutárias, supostamente, exercem oposição e promovem o debate político que devia estar num patamar mais digno.

terça-feira, 13 de junho de 2017


A Oferta Política ao Centro.


13/06/2017

Em Portugal, a avaliar pelos níveis da abstenção e dos votos em branco, a oferta política ao centro tem-se mostrado ineficaz. Por sua vez, a geringonça que resultou da colagem do Partido Socialista à esquerda radical, para o seu líder converter a derrota nas urnas em vitória política, veio acentuar ainda mais esta lacuna do sistema partidário. Neste sentido, a “Iniciativa Liberal”, cujo posicionamento político parece situar-se entre o PSD e o PS, será bem-vinda. Dá mais folga à escolha dos eleitores e cria condições alternativas para haver outras alianças. 

sexta-feira, 9 de junho de 2017


Centro de Artes e Ofícios.

09/06/2017

A ser verdade o que li, há dias, num Jornal nacional, Albufeira vai ter um espaço de cultura designado por Centro de Artes e Ofícios.

Trata-se de uma aspiração antiga, sugerida no documento intitulado “Políticas Sectoriais – Secção de Cultura e Animação” de Março de 2005, por sua vez, publicado no meu blogue Albufeira no Coração.

Apesar do atraso de 12 anos, a “Casa das Artes”, como lhe chamei na altura, é bem-vinda, e quero felicitar o Executivo Camarário, por esta deliberação.  

Regozija-me o facto do referido blogue superar largamente as minhas expectativas, em termos de visualizações, sem ter havido qualquer repulsa acerca dos seus conteúdos. Neste sentido, gostava que outras recomendações, não menos importantes, também merecessem ser contempladas.

Há anos que insisto neste contributo, sério, em coerência com os valores que me norteiam na defesa dos superiores interesses da terra que me viu nascer. E julgo não ser o único a considerar que muitas das sugestões alvitradas deviam ser acolhidas e debatidas, a bem da coesão económica e social do concelho.

Porém, o silencio e a manipulação da estrutura, residual, que compromete a fidelização de uma faixa já considerável de munícipes/eleitores não tem permitido mais do que fazer eco do “Dever de Falar Claro”, e de afirmar que “Albufeira Precisa de Mais”.

Estamos, outra vez, em ano de eleições autárquicas e não mudou nada. O desarranjo no passeio público, em frente à minha porta, que já tinha sido consertado em Setembro de 2013, por decisão política, há muito que voltou a estorvar os transeuntes apeados.

Existe descontentamento. Ainda assim, a candidatura que se mostrar hábil para interpretar e debelar as dificuldades, com base num conceito apurado de gestão estratégica, também, materializado em investimento público, capaz de promover o desenvolvimento equilibrado do concelho, terá mais garantias de ser bem-sucedida.   

quinta-feira, 25 de maio de 2017


Exageros Extemporâneos.

21/05/2017

Com um palmarés de meio século na indústria do turismo, Albufeira está hoje confrontada com os erros e as omissões do passado. A submarca turística precisava de ter evoluído no campo estrutural e ninguém dá conta desta lacuna. Desde 1994, não me tenho cansado de lançar alertas que constam do meu blogue: www.albufeiranocoracao.blogspot.pt

Quando ainda se falava de turismo de qualidade, nalguns meandros, recordo-me bem de dizer que Albufeira estava a ficar “pimba”. Agora ouvem-se críticas explosivas acerca de comportamentos indignos.

Sobre este assunto, e para que não restem dúvidas, sou apologista de que qualquer pessoa em práticas obscenas no espaço público devia ser levada de imediato, ao Posto da GNR, e, sem grande expediente, ser-lhe aplicada uma multa pesada.

Tem havido alguns exageros extemporâneos, mas temos de considerar que também por cá, ao abrigo da cultura carnavalesca e não só, há pessoas que se ataviam ou desataviam em atitudes exibicionistas e, nem por isso, chocam a sensibilidade alheia.

Há quem culpe os empresários dos bares, pelos acontecimentos, mas é preciso perceber que estes também são vítimas e estão sujeitos a cenas de violência por vezes com prejuízos materiais nos seus estabelecimentos.

Atendendo ao peso do turismo na economia local deve haver serenidade e bom senso, na identificação das causas desta desordem … que são várias.

Para não me alongar gostaria apenas de dizer que é altura para as autoridades do turismo avaliarem os malefícios do conceito “Tudo Incluído” “All Inclisive” ou “À Barrigada”, como se queira chamar, em unidades de alojamento inseridas nos perímetros urbanos, onde também existem estabelecimentos de diversão.

 A atmosfera nas respectivas unidades de hospedagem deve ser deprimente e pouco incentivadora para outros clientes.

No momento em que a franquia termina nos hotéis, uma boa parte dos enfrascados dirige-se para as zonas de animação. É lógico que estes encharcados de álcool não trazem negócio. Pelo contrário, alguns, agem como potenciais infractores e, normalmente, protagonizam cenas desestabilizadoras nas ruas e nos bares por onde passam.

Com o turismo em alta, o Destino devia estar a seleccionar e a fidelizar clientela, em vez de denegrir a imagem e comprometer o futuro da economia local.   


sábado, 11 de março de 2017


Passeio Marítimo para a Marina

11/03/2017

Ontem vi, aqui no Facebook, que a Administração da Marina de Albufeira pretende concretizar uma das minhas aspirações, para a nossa cidade. Uma via de ligação entre a Praia do Peneco e o Porto de Abrigo/Marina.

Esta notícia pode ser um bom princípio para Albufeira resolver uma lacuna e crescer no rumo certo.

Tratando-se de projecto, a ser concretizado no espaço público/marítimo, que altera o Outlook da frente de mar e requer pareceres das entidades tutelares, deve ser colocado, também, à opinião pública, antes da análise ponderada e de qualquer deliberação dos órgãos da Autarquia.

É importante que a obra não constitua mais um remendo, para satisfazer interesses particulares. Passeio marítimo para a Marina. Albufeira precisa, efectivamente, de melhorar acessibilidades, elevar o produto que alimenta a principal vocação económica e eleger um ex-líbris benéfico para todos e estruturante para a cidade, para a marina, e para o concelho.

De entre outras publicações, sobre este assunto, no meu blogue www.albufeiranocoracao.blogspot.pt, aconselho a Vossa leitura de: Manifesto Albufeira no Coração, de 25/04/2015 e Stock Financeiro Elevado, de 10/10/2016