quinta-feira, 25 de maio de 2017


Exageros Extemporâneos.

21/05/2017

Com um palmarés de meio século na indústria do turismo, Albufeira está hoje confrontada com os erros e as omissões do passado. A submarca turística precisava de ter evoluído no campo estrutural e ninguém dá conta desta lacuna. Desde 1994, não me tenho cansado de lançar alertas que constam do meu blogue: www.albufeiranocoracao.blogspot.pt

Quando ainda se falava de turismo de qualidade, nalguns meandros, recordo-me bem de dizer que Albufeira estava a ficar “pimba”. Agora ouvem-se críticas explosivas acerca de comportamentos indignos.

Sobre este assunto, e para que não restem dúvidas, sou apologista de que qualquer pessoa em práticas obscenas no espaço público devia ser levada de imediato, ao Posto da GNR, e, sem grande expediente, ser-lhe aplicada uma multa pesada.

Tem havido alguns exageros extemporâneos, mas temos de considerar que também por cá, ao abrigo da cultura carnavalesca e não só, há pessoas que se ataviam ou desataviam em atitudes exibicionistas e, nem por isso, chocam a sensibilidade alheia.

Há quem culpe os empresários dos bares, pelos acontecimentos, mas é preciso perceber que estes também são vítimas e estão sujeitos a cenas de violência por vezes com prejuízos materiais nos seus estabelecimentos.

Atendendo ao peso do turismo na economia local deve haver serenidade e bom senso, na identificação das causas desta desordem … que são várias.

Para não me alongar gostaria apenas de dizer que é altura para as autoridades do turismo avaliarem os malefícios do conceito “Tudo Incluído” “All Inclisive” ou “À Barrigada”, como se queira chamar, em unidades de alojamento inseridas nos perímetros urbanos, onde também existem estabelecimentos de diversão.

 A atmosfera nas respectivas unidades de hospedagem deve ser deprimente e pouco incentivadora para outros clientes.

No momento em que a franquia termina nos hotéis, uma boa parte dos enfrascados dirige-se para as zonas de animação. É lógico que estes encharcados de álcool não trazem negócio. Pelo contrário, alguns, agem como potenciais infractores e, normalmente, protagonizam cenas desestabilizadoras nas ruas e nos bares por onde passam.

Com o turismo em alta, o Destino devia estar a seleccionar e a fidelizar clientela, em vez de denegrir a imagem e comprometer o futuro da economia local.   


sábado, 11 de março de 2017


Passeio Marítimo para a Marina

11/03/2017

Ontem vi, aqui no Facebook, que a Administração da Marina de Albufeira pretende concretizar uma das minhas aspirações, para a nossa cidade. Uma via de ligação entre a Praia do Peneco e o Porto de Abrigo/Marina.

Esta notícia pode ser um bom princípio para Albufeira resolver uma lacuna e crescer no rumo certo.

Tratando-se de projecto, a ser concretizado no espaço público/marítimo, que altera o Outlook da frente de mar e requer pareceres das entidades tutelares, deve ser colocado, também, à opinião pública, antes da análise ponderada e de qualquer deliberação dos órgãos da Autarquia.

É importante que a obra não constitua mais um remendo, para satisfazer interesses particulares. Passeio marítimo para a Marina. Albufeira precisa, efectivamente, de melhorar acessibilidades, elevar o produto que alimenta a principal vocação económica e eleger um ex-líbris benéfico para todos e estruturante para a cidade, para a marina, e para o concelho.

De entre outras publicações, sobre este assunto, no meu blogue www.albufeiranocoracao.blogspot.pt, aconselho a Vossa leitura de: Manifesto Albufeira no Coração, de 25/04/2015 e Stock Financeiro Elevado, de 10/10/2016   

quinta-feira, 9 de março de 2017


Liberdades Democráticas em Risco.

09/03/2017

O “bando” de ascendência soarista, com raízes socráticas e enxertos trotskistas/leninistas, que governa Portugal, está a criar uma situação ainda mais grave que a pré-bancarrota deixada pelos seus pares em 2011.

Já não bastava o falhanço na vertente económica e o malabarismo orçamental, com as contas públicas a revelar indicadores sustentados em mais impostos, calotes a fornecedores e aumento da dívida pública, para, agora, também as liberdades democráticas serem colocadas em risco.

Hoje, vêem-se governantes e outros apêndices, imbuídos do poder, a quererem calar instituições independentes, a se oporem à transparência de questões que pesam no bolso dos contribuintes, a obstruírem a liberdade de expressão e a tentarem iludir a opinião pública, com narrativas desonestas.

A resposta firme, a este mau estar, vem do BCE, que mostra renitência na aquisição de obrigações, e da desconfiança de credores que exigem juros mais altos.

Espanta-me não ter havido, nos últimos tempos, sondagens de opinião sobre tendências de voto. Não terá isto a ver com alguma frustração do chefe da “geringonça” por uma eventual derrota mais explícita em eleições legislativas?

Como negociador iluminado, terá percebido que a sua base de apoio não pode se restringir a governantes, deputados e outros fiéis, cujos interesses são incompatíveis com a franja da militância, séria, que já estará a levantar ferro, por não tolerar a desonestidade e a submissão às esquerdas trotskistas e leninistas.      

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017


Estamos Em Ano de Eleições Autárquicas


28/02/2017

À parte da contundência nas posições assumidas, a substância política não se encerra em si mesma e há sempre a necessidade de fazer opções em função dos factos com que nos confrontamos.

Estamos em ano de eleições autárquicas e aproxima-se o tempo da discussão acesa, sobre as propostas políticas.

Os albufeirenses não podem colocar-se à margem deste processo e os sociais-democratas, em particular, têm o dever de comprovar a sua união em torno do PSD.

O acto reveste-se de grande importância, também, no contexto da política nacional, e é a altura certa para os eleitores darem sentido ao seu voto com uma resposta, inequívoca, à usurpação que foi perpetrada nas últimas eleições legislativas.

Há arestas que precisam de ser limadas. A descrença de alguma franja do eleitorado do concelho já devia ter sido remediada no âmbito político-partidário. É, também, nesta perspectiva que importa, agora, apelar à mobilização social-democrata, de modo a que o Partido possa vir a reforçar as suas posições, tanto a nível local como nacional.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Apelo à Cidadania.

11/01/2017

Em Espanha já há 2 sedes do PSOE na mesma rua.
Atenção que isto também pode acontecer por cá, tendo em conta o mau desempenho de algumas representações partidárias, locais, quer na falta de vontade para angariar filiados novos, como no secretismo antidemocrático que evidencia privilégios e interesses pessoais.
Por várias vezes tenho denunciado esta situação, cujo mal não está nas organizações políticas. É sempre das pessoas. Concretamente, dos dirigentes locais que, nalguns casos, se “auto elegem”.

Nestas circunstâncias, renovo o apelo à cidadania e à filiação nos partidos, para o povo contrariar, em sede própria, as tendências negativas que prejudicam o engrandecimento da democracia pluralista em Portugal. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017


A Falta de Comparência.

09/01/2017

O Dr. António Costa tem andado a escapar-se entre as malhas.
Depois de ter sido número 2 do governo que levou Portugal à pré-bancarrota, em 2011, e, ainda assim, se ter arvorado em salvador da pátria, perante os seus pares, foi derrotado nas legislativas de 2015.  
Para salvar a sua pele política, e na defesa exclusiva do interesse pessoal, assaltou o poder com a ajuda da esquerda parlamentar, o que se traduziu em prejuízos para o país e na mancha que ensombra a identidade do seu partido.
Já se tinha furtado a prestar homenagem ao Dr. Almeida Santos e agora pôs-se em fuga noutra viagem que acabou por coincidir com a triste ocorrência da morte do Dr. Mário Soares que todos já esperavam e era inevitável.
A falta de comparência do primeiro-ministro não é comparável com o facto do Dr. Mário Soares ter mantido uma viagem de estado, quando o seu filho sofreu um acidente em África. Se o filho tivesse morrido a viagem era abortada. 
As sondagens têm-lhe sido favoráveis. Mas, também elas, são pouco fiáveis. Recolhem o sentimento do momento, enquanto a votação nas urnas espelha outra avaliação mais aprofundada sobre o histórico de factos políticos inerentes às candidaturas.
Partindo do princípio que os eleitores socialistas prezam os valores éticos e democráticos, e não se revêem nas desconsiderações do seu líder, estou em crer que, nas próximas legislativas, a subordinação do PS aos outros partidos da esquerda não vai ser suficiente para António Costa perpetrar novo golpe institucional e voltar a ser primeiro-ministro de Portugal.