terça-feira, 28 de fevereiro de 2017


Estamos Em Ano de Eleições Autárquicas


28/02/2017

À parte da contundência nas posições assumidas, a substância política não se encerra em si mesma e há sempre a necessidade de fazer opções em função dos factos com que nos confrontamos.

Estamos em ano de eleições autárquicas e aproxima-se o tempo da discussão acesa, sobre as propostas políticas.

Os albufeirenses não podem colocar-se à margem deste processo e os sociais-democratas, em particular, têm o dever de comprovar a sua união em torno do PSD.

O acto reveste-se de grande importância, também, no contexto da política nacional, e é a altura certa para os eleitores darem sentido ao seu voto com uma resposta, inequívoca, à usurpação que foi perpetrada nas últimas eleições legislativas.

Há arestas que precisam de ser limadas. A descrença de alguma franja do eleitorado do concelho já devia ter sido remediada no âmbito político-partidário. É, também, nesta perspectiva que importa, agora, apelar à mobilização social-democrata, de modo a que o Partido possa vir a reforçar as suas posições, tanto a nível local como nacional.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Apelo à Cidadania.

11/01/2017

Em Espanha já há 2 sedes do PSOE na mesma rua.
Atenção que isto também pode acontecer por cá, tendo em conta o mau desempenho de algumas representações partidárias, locais, quer na falta de vontade para angariar filiados novos, como no secretismo antidemocrático que evidencia privilégios e interesses pessoais.
Por várias vezes tenho denunciado esta situação, cujo mal não está nas organizações políticas. É sempre das pessoas. Concretamente, dos dirigentes locais que, nalguns casos, se “auto elegem”.

Nestas circunstâncias, renovo o apelo à cidadania e à filiação nos partidos, para o povo contrariar, em sede própria, as tendências negativas que prejudicam o engrandecimento da democracia pluralista em Portugal. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017


A Falta de Comparência.

09/01/2017

O Dr. António Costa tem andado a escapar-se entre as malhas.
Depois de ter sido número 2 do governo que levou Portugal à pré-bancarrota, em 2011, e, ainda assim, se ter arvorado em salvador da pátria, perante os seus pares, foi derrotado nas legislativas de 2015.  
Para salvar a sua pele política, e na defesa exclusiva do interesse pessoal, assaltou o poder com a ajuda da esquerda parlamentar, o que se traduziu em prejuízos para o país e na mancha que ensombra a identidade do seu partido.
Já se tinha furtado a prestar homenagem ao Dr. Almeida Santos e agora pôs-se em fuga noutra viagem que acabou por coincidir com a triste ocorrência da morte do Dr. Mário Soares que todos já esperavam e era inevitável.
A falta de comparência do primeiro-ministro não é comparável com o facto do Dr. Mário Soares ter mantido uma viagem de estado, quando o seu filho sofreu um acidente em África. Se o filho tivesse morrido a viagem era abortada. 
As sondagens têm-lhe sido favoráveis. Mas, também elas, são pouco fiáveis. Recolhem o sentimento do momento, enquanto a votação nas urnas espelha outra avaliação mais aprofundada sobre o histórico de factos políticos inerentes às candidaturas.
Partindo do princípio que os eleitores socialistas prezam os valores éticos e democráticos, e não se revêem nas desconsiderações do seu líder, estou em crer que, nas próximas legislativas, a subordinação do PS aos outros partidos da esquerda não vai ser suficiente para António Costa perpetrar novo golpe institucional e voltar a ser primeiro-ministro de Portugal.  

terça-feira, 3 de janeiro de 2017


O Ano 2016 já lá vai … Agora temos 2017

03/01/2017

Estou em crer que o ano que já começou vai ser pródigo em eventos cruciais para a vida de muitos portugueses.
A nível local vamos ter eleições autárquicas que, apesar de mexerem com as máquinas partidárias, são mais da responsabilidade dos candidatos e da sua capacidade de apresentarem propostas para os concelhos.
Pena é que a selecção destes candidatos nem sempre cumpra a ética democrática e, nalguns casos, esteja recheada de batota política que começa na sonegação das representações partidárias e acaba no silêncio dos processos para a sua escolha por “eleição”. Nesta lógica percebe-se que ainda há um caminho a percorrer para a selecção dos candidatos autárquicos ser democrática.
No plano nacional, apesar dos afectos e da mensagem elogiosa do Senhor Presidente da República, o futuro não é risonho. O regozijo dos beneficiados pode murchar se haver consciência do aumento da carga fiscal e estes perceberem que, afinal, a farsa da “palavra dada, palavra honrada” não virou a página da austeridade.
Diz-se que a dívida pública é elevada, mas é preciso realçar que Portugal, em 2016, contraiu mais do dobro que em 2015, com as taxas de juro a subirem. A este ritmo, há a hipótese de os juros subirem ainda mais e dos títulos de dívida, que o país vai ter de continuar a emitir, deixarem de constituir garantia, para vir mais dinheiro.
Depois do governo anterior ter ultrapassado as dificuldades da bancarrota, deixada pelo PS, o país caminhava ao lado da Irlanda. Havia investimento, crescimento económico e oferta de trabalho. Entretanto, o golpe institucional de 2015, que se traduziu no assalto ao poder, provocou desconfiança, falta de investimento, anemia económica, e, ainda, resultou numa deriva para a Grécia, com a possibilidade de chegarmos à Venezuela.
Nestes tempos de reboliço e de cedências insustentáveis, tem havido emprego partidário. Todavia, as necessidades de funcionários nas escolas públicas são bem evidentes. Por outro lado, há dúvidas que a economia esteja a gerar postos de trabalho efectivos. A saída, mormente para os mais novos, continua a ser a emigração.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Candidatura para a Câmara de Lisboa
17/12/2016
ONTEM,  num fórum de diálogo sobre texto de António Almeida, relacionado com uma candidatura de Passos Coelho à Câmara de Lisboa escrevi: "O PSD tem se entendido bem com o CDS/PP. Nesta perspetiva julgo que a melhor forma de ultrapassar a questão de Lisboa seria negociar coligação e apoiar, sem complexos, a candidatura de Assunção Cristas que se chegou à frente. Dividir votos não garante a derrota de Medina que está instalado. Por outro lado, um eventual mau resultado do PSD isolado teria pior efeito político". HOJE, vi na primeira página de um jornal que o PSD quer negociar apoio a Assunção Cristas. No meu entender é uma boa decisão e estou convencido que vão-se entender. Assunção Cristas foi uma excelente ministra no governo de Passos Coelho e com este reforço tem condições para vencer Medina. O PS dá tudo aos partidos à sua esquerda, não vejo nenhum inconveniente que o PSD conjugue esforços com o seu parceiro natural. Não deve haver complexos nesta matéria. A eleição de Assunção Cristas para Lisboa, nestas condições, será uma vitória, também, para o PSD e para Passos Coelho.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A Selecção de Potenciais Autarcas

16/12/2016
Antes de os munícipes serem chamados a exercer o dever de votarem nas eleições autárquicas, há escrutínios no âmbito das candidaturas que deviam revestir-se de maior importância no processo democrático da política local.
Normalmente são os presidentes das comissões de secção concelhia dos partidos e os líderes de grupos independentes que encabeçam as listas dos respectivos candidatos a sufrágio autárquico.
Porém, para um independente se candidatar tem de reunir um elevado número de assinaturas, enquanto as secções concelhias dos partidos, ao abrigo dos estatutos, emitem credenciais “descredibilizadas”.
É um facto que os escrutínios engendrados, a partir de assembleias de secção pouco representativas, não garantem uma boa selecção de potenciais autarcas.
Pode dizer-se que o problema está na falta de cidadania e na fraca apetência para a filiação partidária. Outros, porventura não menos assertivos, dirão que a culpa é dos líderes locais que sonegam a existência e o funcionamento das representações partidárias, para mantê-las distantes da pertença popular.
A dignidade dos partidos políticos depende, essencialmente, da postura dos líderes, nos diferentes níveis das respectivas cadeias organizacionais, e da sua vontade de angariar aderentes para a causa democrática.       

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Portugal Está na Moda

30/11/2016

De acordo com as condições naturais do país, e a avaliar pelos indicadores, o bom desempenho do sector do turismo tem-se vindo a consolidar e esta realidade não pode ser tratada como mera questão conjuntural.

Portugal está definitivamente na moda. Os visitantes mostram-se satisfeitos com a oferta cultural, histórica e gastronómica, para referir apenas algumas valias. E, no aspecto climático, cuja apetência transforma as praias em molduras humanas, bem recheadas, a pujança é mais que evidente.

A acrescentar às condições enunciadas, é preciso considerar a segurança que tem de continuar a ser preservada. Não nos podemos esquecer que este aumento do turismo se deve, também, à insegurança de outros destinos concorrentes.

Apesar da boa performance, há lacunas que mereciam uma atenção especial das autoridades oficiais do sector. Destaco o conceito “all inclusive”, tal como está formatado, que devia ser consignado, apenas, a unidades isoladas ou afastadas dos centros urbanos. 

O Algarve, cuja valência principal é a sua costa virada a sul, com potencialidades magníficas, para o turismo de praia, e condições excepcionais, nomeadamente, para a prática do golfe, afirma-se cada vez mais como destino de referência nacional e internacional, com uma oferta diversificada de serviços de qualidade, inequívoca, que já evidencia algum esbatimento da sazonalidade.

Ainda, em relação ao Algarve, é justo referir que para além da competitividade ser potenciada, também, por voos “LowCost” e pelo esforço dos empresários que ratearam margens para apresentar tarifários promocionais, o incremento dos fluxos, mormente de Espanha, deve-se ao trabalho que foi iniciado, pelo Senhor Presidente do Turismo do Algarve, ainda, quando era Presidente da Câmara Municipal de Albufeira.


De facto, os périplos protagonizados por Desidério Silva, desde sempre dignos do meu apoio explícito e documentado, têm produzido prémios e mais-valias para Albufeira e para a Região.