sábado, 24 de setembro de 2016

AS SANÇÕES DA UNIÃO



“As Sanções da União”.

26/07/2015

A novela das sanções está em marcha e as Instituições Europeias mostram-se determinadas a fazer cumprir as regras.

Apesar da injustiça, Portugal não se livra do descrédito inerente.

Não está em causa o desempenho do governo anterior nem as décimas do défice de 2015. As medidas que eventualmente vierem a ser imputadas a Portugal, resultam do facto do governo actual não defender o interesse nacional e da irresponsabilidade de reverter reformas.

Quando o poder foi assaltado, no último trimestre de 2015, o país não tinha condições para a geringonça conceder todos os privilégios, à sua clientela, numa assentada.

Perante estes factos a desconfiança instalou-se, o investimento amainou e a economia estagnou, interrompendo a recuperação que já se fazia notar. Os dados são conhecidos e podem ser analisados por quem ainda tem dúvidas. 

Os próximos tempos vão ser de grande expectativa. Vamos ver qual será a atitude das Agências de Rating, nomeadamente da DBRS (canadiana), e os comportamentos, nomeadamente, do BCE e dos mercados onde Portugal precisa de se financiar.


Há o risco do esforço de quatro anos ir por água abaixo e dos portugueses serem chamados, de novo, para pagar os devaneios de um governo que opta pela estatização e já ameaça a Comissão Europeia.     

quinta-feira, 30 de junho de 2016

PORTUGAL PRECISA DE LIMPAR O LIXO DE DÉCADAS


“Portugal Precisa de Limpar o Lixo de Décadas”

30/06/2016

O desencanto dos portugueses, em relação aos partidos políticos, não será dos estatutos, mas é por estas estruturas agregarem protagonistas oriundos de um povo com especificidades próprias.

Depois da revolução, na maioria das vezes que alguns foram chamados, pela via democrática, ou se apoderaram da confiança dos eleitores, e tomaram o poder, não atingiram o nível do desempenho que a Nação merecia e o povo aspirava.

Por que será?

A democracia, para ter maior eficácia, precisava de ser trabalhada e vivida com transparência. Por sua vez, os partidos políticos são um pilar fundamental e as suas dinâmicas tinham de ser escrutinadas com rigor. As condutas internas nem sempre têm sido eficientes e há atitudes que merecem reflexão. É preocupante que algumas representações partidárias tenham sido ofuscadas das populações e sejam dominadas por clãs fechados cujos interesses suscitam dúvidas.
Portugal precisa de limpar o “lixo” de décadas, para ganhar credibilidade e ter condições de enfrentar tempos, porventura, ainda mais difíceis. As debilidades da sua economia, a dívida externa, o terramoto do Brexit, e as incertezas do ideal europeu, são questões que deviam motivar os portugueses. Neste sentido, justifica-se apelar aos cidadãos, com sentido de pertença democrática, para exigirem reformas e rejeitarem a inteligência pacóvia que já desvaneceu a emancipação política e está a roubar a dignidade dos partidos.


  

O TERRAMOTO DO BREXIT

“O Terramoto do BREXIT”

27/06/2016

O resultado do referendo no UK veio revelar o défice político da democracia mais antiga e a inépcia da maioria de britânicos que não percebeu as vantagens de um sistema organizacional europeu, para fazer face ao mundo actual.

No plano interno, vão ter de se confrontar com a instabilidade que a decisão já provocou, sem o suporte da União, e poderão, ainda, ser alvo de políticas restritivas com repercussões nas suas vidas.    

Mas o terramoto do BREXIT extravasa fronteiras e as populações dos outros Estados também serão afectadas. A União ficou mais pobre e deixa de poder colocar o interesse da economia europeia na agenda dos fóruns mundiais.
 
Portugal mantém relações com o Reino Unido, baseadas numa aliança de séculos que interessa preservar. Porém, como estado-membro, não está imune aos acordos que vierem a ser estabelecidos entre as Instituições da União e o Governo Britânico.

Oxalá os emigrantes portugueses continuam a usufruir dos mesmos direitos dos britânicos.

Quanto ao Algarve, cuja economia está muito exposta ao Reino Unido, devido ao turismo, estou convencido que os importantes fluxos britânicos, que procuram a Região durante todo o ano, não estão postos em causa. Por outro lado, não haverá impedimento para as Autoridades Nacionais atribuírem títulos de residência aos cidadãos britânicos que optaram ou venham a optar por viver no Algarve.

Numa primeira análise, a instabilidade cambial, com a libra esterlina a perder face ao euro, vai fazer mossa e terá repercussão no desempenho da economia, previsivelmente, sem peso para a balança comercial. 

Já li um boletim informativo, em inglês, difundido por “All Finance Matters”, para esclarecer os seus clientes britânicos, em Portugal, sobre as consequências do BREXIT. Parece-me estranho que as entidades algarvias; públicas, privadas, e até de cariz político, ainda, não tenham se dirigido, de forma visível, à população e aos agentes económicos, para esclarecerem acerca das implicações deste revés europeu, e do que pode ser prevenido, para evitar males maiores

SANÇÕES DA UNIÃO EUROPEIA

Sanções da União Europeia

18/05/2016

Por mais que alguns queiram tapar o sol com a peneira, dizendo que as eventuais sanções da UE se devem ao desempenho do governo anterior, os factos são incontornáveis e os dados estatísticos falam por si.

Com todas as dificuldades, também sofridas pelos portugueses, Portugal recuperou da bancarrota de 2011. Baixou o défice de 11 para menos de 3%. E, em 2015 já havia sinais de esperança.

Se agora há problema no défice é devido às opções da geringonça, nomeadamente com a oferta do Banif.

Não acredito que as dúvidas da UE tenham a ver com o governo anterior, cuja execução mereceu reparos positivos de diferentes quadrantes. Só em Portugal, alguns, não entenderam que uma situação de insolvência trás sacrifícios.


Na minha opinião, as actuais preocupações das instituições europeias residem na falta de garantias e no descrédito do actual governo da geringonça, cujas previsões falharam, como já se esperava !!!

BREXIT

BREXIT

24/06/2016

Concluída a votação do referendo, os britânicos vão sair da União Europeia.

Apesar de o resultado não ser inesperado as divisões internas não podem deixar o povo britânico satisfeito. Há o risco do Reino Unido se desagregar, a avaliar pela vontade da Escócia e da Irlanda do Norte.
 
A União Europeia tem agora um caminho a percorrer, no sentido de melhorar as políticas e assegurar o bom funcionamento das suas instituições, para evitar o contágio a outros estados-membros e promover a coesão.
Como primeiro resultado, sabe-se já que os mercados bolsitas reagiram mal.
As boas relações entre Portugal e o Reino Unido não serão afectadas. Ainda assim, já ninguém estava habituado às limitações na circulação de pessoas, capitais e mercadorias, na Europa.

A previsível queda da libra esterlina e a dificuldade dos portugueses emigrarem para a Grã-Bretanha serão questões a considerar.

A FACTURA CHEGA A TODOS

A Factura Chega a Todos
 
20/06/2016

Apesar de se dizer por aí que Portugal está mais alegre, a falta de honestidade política e a dissonância partidária não deixam o país sorrir. 

Os premiados com pequenos engodos tardam a perceber que o dinheiro não cresce nas árvores e o que está a acontecer neste país não é uma situação nova. Protagonistas do mesmo desígnio político já concluíram este trajecto sujo, noutras latitudes, e as consequências foram devastadoras.

Enquanto Portugal vai se endividando, com os juros a subirem, vale a pena rever um pouco do seu historial, na certeza de que a factura chega a todos.

Em 2011, o governo corrompido do Eng. José Sócrates, depois de ter levado o país à bancarrota, já em gestão corrente, viu-se obrigado a pedir e negociar a ajuda financeira, indispensável, para o Estado não entrar em incumprimento. Em resultado das eleições legislativas, que tiveram lugar a seguir, foi empossado o governo da coligação PSD/CDS, cuja missão era cumprir os acordos que os socialistas tinham assumido com as instituições que resgataram Portugal.

A governação, super vigiada por auditores das entidades credoras, não foi tarefa fácil e nem tudo correu sobre rodas. A austeridade, iniciada no referido governo de Sócrates, não pôde ser removida e criou sérias dificuldades aos portugueses. Apesar de tudo, a coligação PSD/CDS cumpriu o mandato e venceu, de novo, as últimas legislativas. O povo premiou a mestria do Dr. Pedro Passos Coelho, que, à frente do seu executivo, terminou o ajustamento com sucesso, lançou novas sementes de esperança, e credibilizou Portugal.
Em 2015, a guinada política que alterou o quadro parlamentar e produziu o actual governo, voltou a empurrar o país para os piores lugares dos rankings. Ninguém de bom senso entende o “patriotismo” de quem apoia as facetas do líder socialista. Não percebe a recusa do PS em aceitar e admitir, tanto a derrota eleitoral como o seu passado tenebroso, muito menos, pode concordar com a ousadia desta geringonça que está a reverter a consolidação que Portugal vinha alcançando desde 2014.

Há o risco do país não aguentar este embuste. As debilidades evidentes e o previsível agravamento da crise na União Europeia, com a eventual saída do Reino Unido, são motivos que devem preocupar os portugueses.

  

NÃO É HONROSO HIPOTECAR O FUTURO DA NAÇÃO

Não é Honroso Hipotecar o Futuro da Nação

15/06/2016

Apesar de as taxas de juro já serem negativas, o investimento estagnou e a economia patina. Os volumes de imparidades e de crédito malparado que fazem furor na banca e o índice do desemprego a penalizar o rendimento das famílias comprovam a decadência.

Quando tudo fazia crer que Portugal tinha recuperado da bancarrota de 2011, e já estava a voltar à normalidade, foi empossado um governo, com apoio parlamentar duvidoso, cuja acção se limita a reverter medidas, colocar boys, e a distribuir esmolas por uma clientela determinada a estoirar os cacos que ainda restam.

Os maus indicadores confirmam a falta de confiança dos investidores e o país empobrece a cada dia que passa. Já há quem apele a consensos, porventura, na tentativa de arranjar cúmplices para as contrariedades. O Primeiro-Ministro, com a arrogância que lhe é peculiar, também entrou neste baile para dizer que o PSD precisa de tempo.

Recorde-se que já o anterior Presidente da República tinha lançado o mesmo apelo, noutras circunstâncias, e, a PàF, depois de vencer as últimas legislativas, também se disponibilizou a sacrificar a sua vitória eleitoral, para negociar um acordo de governo, em nome do interesse nacional.

Foi tudo recusado, com indolência e falta de sentido de estado! Toda a gente percebeu que o “Impetuoso lutador” tinha de ser coroado, a qualquer custo.

O PSD não precisa de tempo. No actual quadro político, tem mais do que legitimidade para exercer oposição firme aos devaneios deste governo e já deu provas da sua capacidade para assumir outras responsabilidades. Assim a via democrática o requeira.  

A seu tempo, os portugueses que ainda estão apáticos, perceberão que não é honroso hipotecar o futuro da Nação.