quinta-feira, 30 de junho de 2016

NÃO É HONROSO HIPOTECAR O FUTURO DA NAÇÃO

Não é Honroso Hipotecar o Futuro da Nação

15/06/2016

Apesar de as taxas de juro já serem negativas, o investimento estagnou e a economia patina. Os volumes de imparidades e de crédito malparado que fazem furor na banca e o índice do desemprego a penalizar o rendimento das famílias comprovam a decadência.

Quando tudo fazia crer que Portugal tinha recuperado da bancarrota de 2011, e já estava a voltar à normalidade, foi empossado um governo, com apoio parlamentar duvidoso, cuja acção se limita a reverter medidas, colocar boys, e a distribuir esmolas por uma clientela determinada a estoirar os cacos que ainda restam.

Os maus indicadores confirmam a falta de confiança dos investidores e o país empobrece a cada dia que passa. Já há quem apele a consensos, porventura, na tentativa de arranjar cúmplices para as contrariedades. O Primeiro-Ministro, com a arrogância que lhe é peculiar, também entrou neste baile para dizer que o PSD precisa de tempo.

Recorde-se que já o anterior Presidente da República tinha lançado o mesmo apelo, noutras circunstâncias, e, a PàF, depois de vencer as últimas legislativas, também se disponibilizou a sacrificar a sua vitória eleitoral, para negociar um acordo de governo, em nome do interesse nacional.

Foi tudo recusado, com indolência e falta de sentido de estado! Toda a gente percebeu que o “Impetuoso lutador” tinha de ser coroado, a qualquer custo.

O PSD não precisa de tempo. No actual quadro político, tem mais do que legitimidade para exercer oposição firme aos devaneios deste governo e já deu provas da sua capacidade para assumir outras responsabilidades. Assim a via democrática o requeira.  

A seu tempo, os portugueses que ainda estão apáticos, perceberão que não é honroso hipotecar o futuro da Nação.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

CONGRESSO NACIONAL DO PS

Congresso Nacional do PS

01/06/2016

O Congresso do Partido Socialista está marcado para os dias 3, 4 e 5 deste mês. Este evento assume ainda mais relevância política, devido à manigância contra-natura que esteve na base da formação do actual governo.

O Partido Socialista perdeu as eleições legislativas e o seu líder, que já havia trucidado o ex-secretário-geral e se arvorou em conquistador, estaria arruinado, politicamente, não fosse a facilidade de se contradizer e se vergar perante os comités da esquerda radical.

Nunca antes, a falta de vergonha de um político derrotado em eleições, tinha se tornado tão evidente.  


Apesar de o “vira-casaquismo” ser a regra de protagonistas que não prestigiam o sistema partidário e de uma alta dirigente já ter apelado às “pessoas normais”, o PS tem gente séria, nas suas fileiras, que não se revê na narrativa falaciosa, traçada pelo seu líder, e acredito nas virtualidades do debate democrático.

terça-feira, 31 de maio de 2016

SANÇÕES DA UNIÃO EUROPEIA

Sanções da União Europeia

18/05/2016

Por mais que alguns queiram tapar o sol com a peneira, dizendo que as eventuais sanções da UE se devem ao desempenho do governo anterior, os factos são incontornáveis e os dados estatísticos falam por si.

Com todas as dificuldades, também sofridas pelos portugueses, Portugal recuperou da bancarrota de 2011. Baixou o défice de 11 para menos de 3%. E, em 2015 já havia sinais de esperança.

Se agora há problema no défice é devido às opções da geringonça, nomeadamente com a oferta do Banif.

Não acredito que as dúvidas da UE tenham a ver com o governo anterior, cuja execução mereceu reparos positivos de diferentes quadrantes. Só em Portugal, alguns, não entenderam que uma situação de insolvência trás sacrifícios.


Na minha opinião, as actuais preocupações das instituições europeias residem na falta de garantias e no descrédito do actual governo da geringonça, cujas previsões falharam, como já se esperava !!!

FUNDOS DO PORTUGAL 2020

Fundos do Portugal 2020

15/05/2016

A partir deste mês, as Autarquias têm uma pilha de massa à sua disposição.

E, em Albufeira, … quais sãos os projectos?

Têm havido sessões de esclarecimento, dirigidas ao tecido empresarial, mas a grande carência prioritária é de investimento público.

No contexto do turismo, Albufeira precisa de melhorar as condições do produto, para a marca agradar, ainda mais, aos seus visitantes e contagiar investidores.

O grande volume de taxas e impostos que é gerado no concelho, mormente devido à vocação turística, não pode deixar de justificar esta prioridade.https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4b/Euro_banknotes_2002.png

Reitero a vantagem que era a Autarquia ter indagado, na panóplia de fundos, os que lhe assentam melhor, e já ter submetido projectos a consulta pública e à apreciação das entidades tutelares, respectivas, para estar agora em condições de apresentar candidaturas.

Muitos dos bloqueios que atrofiam o concelho eram ultrapassáveis se houvesse pragmatismo. O processo público é, por norma, moroso e os passos inerentes à responsabilidade da Autarquia já deviam ter sido dados. Por sua vez, a iniciativa privada, que tem outra agilidade, conseguia fazer a sua parte, em tempo útil, com mais garantias de sucesso.

Ainda está tudo em aberto. Porém, o tempo não pára e há o receio de Albufeira não aproveitar a oportunidade de desenvolver o seu território e comprometer o futuro da sua economia.


domingo, 1 de maio de 2016

A ÉPOCA BALNEAR ESTÁ AÍ

A ÉPOCA BALNEAR ESTÁ AÍ

A Época Balnear Está Aí.

01/05/2016

De acordo com os relatos que têm sido difundidos, a procura está em alta e Albufeira já mexe.

Nada acontece por acaso. Uma parte significativa da afluência que se verifica, actualmente, é o resultado da hipotética insegurança de outros destinos.

O turismo é uma actividade sensível, como tal, nomeadamente a segurança tem de estar sempre na ordem do dia.

Nesta perspectiva, apesar de não antever qualquer percalço, na época que se avizinha, parece-me razoável alertar para a necessidade de haver partilha de esforços das entidades locais, com vista a preservar o bem-estar a que os visitantes de Albufeira estão habituados.
(Recordo o meu post de 15/11/2015 – “Atenção à Segurança”, também publicado no blogue: www.albufeiranocoração.blogspot.pt )

Mas Albufeira não é, apenas, uma marca segura. O concelho tem outras potencialidades. Pena é que ainda não tenha merecido a devida atenção, para o seu produto atingir a grandeza de competir, só por si, de forma mais apelativa, nomeadamente, em nichos com maior potencial.
(Também, neste aspecto, peço a V/ atenção para a publicação de 25/04/2015 – “Manifesto Albufeira no Coração” do meu blogue).


Com um palmarés de mais de meio século, na indústria do turismo, a economia de Albufeira tem sabido tirar partido das conjunturas. Contudo, não deixa de ser notória a falta de investimento público, para o destino afirmar melhor a sua marca, e consolidar uma posição ainda mais digna, no contexto dos mercados.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

MALPARADO E IMPARIDADES DA BANCA

MALPARADO E IMPARIDADES DA BANCA

Malparado e Imparidades da Banca.

18/04/2016

Os Bancos nacionais estão carregados de créditos de cobrança duvidosa e de imparidades. A degradação da economia e as facilidades de crédito, associadas à falha do regulador que vem de trás, redundaram em desgraça para o sector que já distribuiu avultados dividendos aos seus accionistas.
Chegado a esta situação, devem ser as administrações das instituições de crédito a resolverem os casos que se avolumam. É altura para ajustar balanços e regularizar incumprimentos. Em última instância existem os Tribunais e a certeza dos Bancos terem de contabilizar prejuízos que se repercutem nos dividendos e nas cotizações bolsistas.
Apesar de tudo, a banca não tem falta de liquidez. Goza das facilidades do BCE e está em condições de ajudar a economia dentro de parâmetros credíveis e da análise séria do risco.
Nesta perspectiva, não faz sentido a criação de um veículo exterior, para acomodar o “lixo tóxico” da actividade bancária. Haverá outras formas de negociar o alívio de rácios, tendo em conta o volume e a qualidade das respectivas carteiras de cobrança duvidosa.

A medida suscitada pelo senhor primeiro-ministro, a ser implementada de forma dinâmica, carecia de financiamento, baseado em engenharia duplamente castigadora. Recurso aos impostos dos contribuintes e/ou transferência de activos contaminados, para um mercado de produtos financeiros nem sempre bem explicado àqueles que pretendem obter ganhos com as suas poupanças.

terça-feira, 12 de abril de 2016

NOVO EMPURRÃO DO BCE



Novo Empurrão do BCE

11/03/2016

O Presidente do BCE, Mário Draghi, continua a mostrar vontade de ajudar as economias da zona euro. Desta vez baixou o juro para a taxa “0%”. Ainda assim, nota-se estagnação de investimento, em Portugal.

Das duas uma … ou os spreads dos bancos estão altos, porventura devido ao factor risco, ou não há apetite para os privados investirem.

Por outro lado, os contribuintes europeus, (uns mais do que outros), estão afogados em impostos, para fazer face aos juros das respectivas dívidas que deviam ser contraídas directamente ao BCE

FORNO CREMATÓRIO DE VALE PEDRAS



Forno Crematório do Cemitério de Vale Pedras

10/03/2016

Congratulo-me com o facto de Albufeira dispor de crematório. Desconheço o caderno de encargos subjacente ao concurso público. Ainda assim, apresento os meus parabéns ao executivo camarário, por esta iniciativa bem sucedida

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

FUNDOS DO PORTUGAL 2020

Fundos do Portugal 2020

02/02/2016

Tal como tenho sugerido, Albufeira, no âmbito da sua vocação turística, precisa de valorizar o produto de base, com ênfase para a frente de mar.

A Autarquia, que se empenhou na divulgação dos requisitos para o tecido empresarial aceder aos referidos instrumentos financeiros, não terá avaliado as suas responsabilidades. Não ponderou a necessidade de investimento público e, nestas condições, demora a apresentar um plano de desenvolvimento estratégico, eventualmente, comparticipado por privados.

O timming está-se a esgotar.


A subida do nível do mar e a cheia de 1 de Novembro são motivos de preocupação que merecem um amplo debate. Ainda assim, é imperdoável que as prioridades da economia local não se definam, e que a sua competitividade fique comprometida, por falta de candidaturas ao programa Portugal 2020.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES PRESIDENCIAS




Eleições Presidenciais

18/01/2016

Apesar do aparente desinteresse, a campanha entrou na fase derradeira e já ninguém terá dúvidas que o Prof. MARCELO REBELO DE SOUSA, com o afecto que lhe é peculiar, vai ser o próximo Presidente da República.
De entre os candidatos, é a personalidade com maior notoriedade e melhor preparada, para o mais alto cargo da nação.

Espero bem que os portugueses resolvam isto à primeira volta, para evitar mais custos e perdas de tempo.  

sábado, 9 de janeiro de 2016

NOVO TÚNEL DE DESCARGA DE ÁGUAS PLUVIAIS - II



Novo Túnel de Descarga de Águas Pluviais - II

07/01/2015

Perdoam-me a insistência, por voltar ao assunto, mas os previsíveis custos das medidas que parece já estarem a ser tomadas justificam-na.

Como defensor da transparência, aproveito para deixar os seguintes conselhos à actual gestão camarária:

1)    Colocar à opinião pública, o mais rapidamente possível, as questões relacionadas com a Ribeira e com a subida do nível do Mar, de modo a consolidar uma consciência inequívoca sobre estas matérias.

2)    Promover e estimular o debate indispensável, para se encontrar as melhores formas de atenuar os efeitos de eventuais intempéries.  

3)    É preciso que Albufeira saiba identificar os seus problemas e só depois deve contratar técnicos externos, para a elaboração dos estudos respectivos. Por mais semelhanças que possam haver, com Lisboa e Barcelona, o caso de Albufeira deve merecer tratamento adequado.

Na minha opinião, uma intervenção no leito da Ribeira, com limpeza adequada, desvios colaterais a montante e represas controladas, durante as chuvas intensas, parece-me medidas suficientes, para fazer baixar o fluxo, em situação de intempérie, e minorar os efeitos negativos de uma eventualidade como a que sucedeu no dia 1 de Novembro.

Tal como tenho afirmado, no passado, há necessidade de desviar para o mar a água da pluviosidade tanto da parte leste como do poente da cidade.

O novo túnel, que parece já ter adquirido grande notoriedade, não vem resolver o problema da baixa. As inundações, nesta área da cidade, continuarão a verificar-se, numa primeira fase, em função do grau de precipitação e das marés, e, no futuro, devido à entrada do mar através do emissário do Pontão.


A natureza está em comando. Já se percebeu que no concelho de Albufeira também chove e é normal que se valorize a Ribeira. Ainda assim, não se pode deixar de dar a devida atenção à subida do nível do oceano que vai trazer problemas concretos no futuro.

NOVO TÚNEL DE DESCARGA DE ÁGUAS PLUVIAIS




Novo Túnel de Descarga de Águas Pluviais

05/01/2015

A baixa de Albufeira está condenada a prazo. Sem considerar as eventuais enxurradas da Ribeira, a pluviosidade no Centro terá cada vez mais dificuldade em escoar, devido à subida progressiva do nível do mar.

Dentro de alguns anos, o Pontão da Praia dos Pescadores servirá de retorno à água do mar e as inundações acabarão por ser uma constante.

Quanto à Ribeira deve ser considerada a possibilidade de haver desvios colaterais a montante.

A verificar-se a construção do mega túnel anunciado, na minha opinião, devia seguir o trajecto: Cerro do Malpique, Cerro da Alagoa, com boca de descarga a nascente do Pontão atrás referido.

A descarga no Rossio vai devassar e criar complicação ao troço estruturante de ligação do Peneco à Marina por frente de mar que urge ser empreendido. A hipótese que privilegio teria, ainda, condições de receber águas de superfície, através de poços de imersão entubados, nas cotas adequadas.

A parte ocidental da cidade tem mais facilidade de desviar directamente para o mar, deixando um volume menos significativo para ser absorvido pelo túnel já existente.


Trata-se de uma obra de engenharia, com custos avultados, que deve ser largamente discutida e capazmente analisada de modo a não provocar constrangimentos no futuro.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

INSCRIÇÃO NO PSD



Inscrição no PSD

10/12/2015

Depois de anos a avivar incúrias e apresentar sugestões, num percurso solitário que rejubila a minha consciência, resolvi quebrar o pecado em coerência com as posições assumidas.

Inscrevi-me no Partido Social Democrata, no passado mês de Março, com o patrocínio do Senhor Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

No plano local, as insígnias do PSD ganham traça no baú e a esmagadora maioria da população desconhece-lhe a morada. Ao contrário desta sonegação, retrógrada, urge pôr termo à apatia para o Partido crescer e para a Nossa Terra enveredar por um rumo promissor.

No plano nacional, a oposição incaracterística quebrou a tradição de 40 anos de democracia e alterou a história constitucional. Atendendo aos enredos que se seguirão, é preciso muscular a militância.

Por estas e outras razões, reitero o apelo aos simpatizantes social-democratas do concelho, mormente aos jovens que ambicionam um futuro melhor, para ganharem o arrojo de se filiar e também se empenharem nestas causas. 

Juntos, para ajudar Albufeira!

Abraço fraterno,   


Henrique Coelho

PROTOCOLO ENTRE PSD E ASD



Protocolo entre PSD e ASD (Academia do Poder Local)

07/12/2015

Terei sido, talvez, dos primeiros a falar sobre a necessidade dos autarcas, depois de eleitos, receberem formação adequada à especificidade dos territórios que têm de gerir. Isto pode ser lido na carta que dirigi ao Senhor Governador Civil de Faro, em Maio de 1994. (blogue: www.albufeiranocoracao.blogspot.pt)

No início deste ano, 21 anos depois, li num Semanário de referência nacional que o PSD também tinha detectado essa necessidade.

Apesar de achar que há vontade para melhorar, o protocolo em epígrafe merece ser analisado:

1-    Não contempla a necessidade de dinamizar as Secções Concelhias do PSD. Neste contexto, tornou-se notória a sonegação, a nível local, e é evidente o desinteresse de convidar novos militantes, para o “feudo” ser mantido, apenas, para alguns.

2-    Não aborda a vantagem de haver diferentes listas, aquando da eleição para os órgãos locais do Partido, num processo que seja transparente.

3-    Inclui formação para potenciais candidatos, quando esta devia ser específica e dirigida, apenas, aos autarcas eleitos.

A escolha de candidatos para receber formação, com base em critérios duvidosos, pode criar atletas de fundo, para ganhar eleições, mas limita o escrutínio democrático de potenciais capacidades e atrofia o processo que devia produzir melhor gestão autárquica.

ILUMINAÇÃO PÚBLICA DE ALBUFEIRA



Iluminação Pública de Albufeira

05/12/2015

Há tempos a iluminação da cidade dava-se quando as ruas ficavam completamente às escuras. Apesar de se perceber a intenção, havia exagero.

Agora, acontece exactamente o contrário. Mormente a rua 1º. De Dezembro liga cedo e desliga tarde, em relação às necessidades.


Este desacerto será inerente ao desafogo financeiro. Porém, era melhor haver rigor em qualquer condição financeira.   

ACHADO ARQUEOLÓGICO EM ALBUFEIRA



Achado Arqueológico em Albufeira

04/12/2015

Para quando a retoma e conclusão dos trabalhos inerentes ao achado em epigrafe, na Praça da República.

Desde a última vez que abordei este assunto no Jornal Notícias de Albufeira, há mais de 5 anos, não aconteceu nada.

É estranho que as entidades com responsabilidades nesta matéria teimem em manter uma situação que desagrada os albufeirenses, transmite má imagem aos visitantes, e não dignifica a cidade. 


sábado, 28 de novembro de 2015

CHEIA DE ALBUFEIRA 4

Cheia de Albufeira

20/11/2015

A sessão de esclarecimento de ontem à tarde no Auditório Municipal de Albufeira, alusiva aos danos causados pela ocorrência em epígrafe, a meu ver, redundou em confusão e perda de tempo.

O Governo já havia tomado conhecimento dos estragos, através do Senhor Ministro da Administração Interna, e deliberou criar três linhas de ajuda para as vítimas da intempérie.

A Autarquia, por sua vez, de acordo com a informação do seu presidente, também nomeou uma Comissão de Emergência para apoiar os munícipes nas questões burocráticas, encaminhar os pedidos de ajuda e respectivos documentos comprovativos.

A intempérie não atingiu, apenas, as actividades turísticas. Todas as situações foram, certamente, identificadas e estarão a ser tratadas quer através das seguradoras quer do referido pacote das ajudas do Governo.

Neste contexto não me pareceu oportuno o protagonismo de uma associação empresarial, no espaço autárquico, para serem apresentados os contornos do programa de financiamento de projectos turísticos apoiados pelo Turismo de Portugal.

Sou de opinião que a Autarquia reveja os acordos da cooperação bilateral, sob pena de se deixar subordinar a organizações externas e comprometer a autonomia e a sua independência.    

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ÉPOCA BALNEAR

Época Balnear

18/11/2015

Faz hoje um mês que a época balnear encerrou, oficialmente, em Albufeira e o tempo é o que se vê. Sol radiante, água do mar a 19ºc e a temperatura do ar a rondar os 23 graus centígrados.

Há dias, um turista irlandês que resolveu se banhar no mar da Praia do Peneco apareceu a boiar sem vida. Terá sido morte natural. Porém, nas praias vigiadas são evitadas muitas desgraças como a que aconteceu a este turista que não veio a Albufeira para visitar monumentos.

Veja o que publiquei no blogue: www.albufeiranocoracao.blogspot.pt, na última vez que abordei este assunto, em Março de 2015      

Período da Época Balnear.

“O Senhor Presidente da Câmara, acompanhado de outras autoridades civis e militares, anunciou o período da época balnear para este ano: 15 de Maio a 18 de Outubro.

Apesar de o período já ter sido dilatado percebe-se que o produto dominante continua a não ser suficientemente valorizado.

Tem de haver pragmatismo na análise. Quem vem ao Algarve, onde Albufeira se insere, fá-lo por causa das praias e do clima, independentemente da altura do ano. Golfistas e outros que também nos visitam espreitam os momentos solarengos para ganharem algum bronze e, porque não, dar um mergulho.

O combate à sazonalidade passa, em primeiro lugar, pela mestria de tirar partido das potencialidades naturais e melhorar a eficácia do produto primário. Falta fazer muito neste campo. Contudo, no quadro actual, é possível melhorar a oferta.

Houve uma tentativa para os estabelecimentos da cidade estarem abertos, no período da época baixa, mas falta entender o interesse das praias emblemáticas do concelho manterem a operacionalidade dos respectivos apoios, durante o ano, com serviços reduzidos e taxas low cost no inverno.

Algumas concessões pertencem a bares ou restaurantes cuja capacidade de atrair clientela não é afectada com o mau tempo. Antes pelo contrário, a bravura do mar desperta afluência de público. Nestes casos, a viabilidade das explorações deve ser encarada num contexto de inter-partilha sustentável, sendo que as quebras de negócio dos apoios de praia não comprometem o sucesso económico das concessões.

Os visitantes, provenientes de realidades climáticas adversas, é que não podem deixar de ter segurança e sentirem-se defraudados, mormente nos dias solarengos de inverno, sob pena da inerente propaganda negativa reverter em prejuízo para o destino.


ATENÇÃO Á SEGURANÇA

Atenção à Segurança

15/11/2015

O Mundo está a mudar e a segurança pública nalgumas cidades europeias torna-se, cada vez, mais precária.

Portugal é um País periférico, com reduzido impacto mediático no contexto da Europa e do Mundo, o que terá, noutros tempos, salvado os portugueses da guerra.

Albufeira é uma Aldeia quando comparada com as grandes Cidades. No entanto, hoje, como destino turístico bastante conhecido, receptor de visitantes com nacionalidades diferentes, requer cuidados especiais em matéria de prevenção.

No âmbito da segurança e da reputação do destino, não é aconselhável concentrar no centro da cidade excesso de eventos públicos que promovam multidões exageradas.

Não se trata de radicalismo e estou consciente que os estabelecimentos devem ser alimentados de clientes. Contudo, uma boa parte da moldura humana nas ruas que constringe a circulação e não traz mais-valia, para os negócios estabelecidos, pode produzir efeito sugestivo a quem pretenda dar mediatismo internacional às suas causas.

O impacto mediático dos pequenos desacatos e da exposição de figuras com cuequinhas de renda é ínfimo, quando comparado com as repercussões que teria um hipotético ataque perpetrado, na baixa, por comando armado.


Não quero agoirar nenhum mau acontecimento. Mas, tal como a cheia que houve há dias, e as autoridades locais não previram, também nesta vertente, é preferível prevenir do que remediar. 

OS PORTUGUESES SENTEM-SE DEFRAUDADOS

Os Portugueses Sentem-se Defraudados.

14/11/2015

No dia 4 de Outubro, os portugueses votaram e os resultados são os seguintes: Coligação PSD/CDS-PP - 38%,  PS - 32%,  BE - 10%  e  PCP - 8%.

Era bom que a memória não fosse curta.

Nesta votação, para eleger os deputados à Assembleia da República, a Coligação PàF foi, claramente, a força política mais votada, apesar do seu desgaste na correcção das más políticas, implementadas pelo anterior governo do PS, que conduziram a austeridade ainda antes de 2010 e à bancarrota de 2011.

O Partido Socialista foi o grande derrotado, atendendo ao facto do seu líder não ter atingido o objectivo a que se propunha, depois de trucidar o antecessor que tinha ganho duas eleições.

Nestas condições, a haver honestidade política, António Costa teria pedido a demissão e deixava o seu partido seguir o caminho da oposição no parlamento.

No cumprimento da constituição e de acordo com a tradição democrática, o Senhor Presidente da República convidou o líder da Coligação vencedora a formar governo. O líder derrotado do PS chamou-lhe perda de tempo por não estar interessado em negociações, como ficou comprovado, apesar de lhe ter sido manifestada a disponibilidade de haver cedência de pastas ministeriáveis.

A sua opção era outra. Preferiu rebuscar na Constituição a possibilidade de transformar a derrota pessoal em vitória política, com trocadilhos à esquerda, numa aliança contra-natura, para salvar a pele e por ganância de poder.

Em consequência do quadro parlamentar engendrado, o empossado Governo da Coligação caiu, comprovadamente, por falta de ética política e desobediência à tradição democrática que vigorou desde a revolução. Aliás, pelas mesmas razões, já o candidato a Presidente da Assembleia da República, apresentado pela segunda força com assente parlamentar, tinha sido eleito.

Os Portugueses sentem-se defraudados, porque a expressão do seu voto foi adulterada, por políticos que não respeitam as regras do jogo democrático e colocam os seus interesses pessoais acima do interesse nacional.


Atendendo ao descrédito, que está a contaminar a nossa democracia, há o receio dos esforços caírem em saco roto e de Portugal estar a seguir o caminho da Grécia.