sexta-feira, 6 de março de 2015

Afinal em que ficamos?

    Afinal em que ficamos?

     A gravidade do assunto leva-me a recordar que os valores da denunciada folga financeira da Autarquia ainda não foram desmentidos no mesmo órgão de comunicação que os difundiu. 
     Afinal em que ficamos?
     Está-se perante um défice de transparência que não é aceitável



     Os autarcas preferem enaltecer o desafogo financeiro da Autarquia, de forma telegráfica, em vez de assumirem as suas responsabilidades políticas e virem a terreiro dar explicações, convincentes, sobre uma questão que afecta a vida dos munícipes. 
     Acredito que haja razões fundamentadas para o Município ter recorrido a assistência financeira no âmbito do PAEL. Contudo, na falta de dados que contradigam os valores revelados, o que fica para a opinião pública é a ideia de que o resgate era evitável e que as famílias e as empresas não tinham de ser tão maltratadas, com o tédio de impostos e taxas altíssimas, para rechear os cofres da Autarquia.
     Por estas e por outras razões os munícipes mostram-se descrentes e, ao mesmo tempo, preocupados com as opções dos autarcas, em relação ao uso da disponibilidade financeira.
     Devido à qualidade do assessoramento e/ou à falta da formação específica, pós-eleição, que sugeri há 21 anos e foi referenciada, recentemente, pelo PSD nacional, para a generalidade dos autarcas, existe um enigma em Albufeira que carece de desmistificação.     

       Fev.2015 - Henrique Coelho

segunda-feira, 2 de março de 2015

Período da época balner

    Período da Época Balnear.

     O Senhor Presidente da Câmara, acompanhado de outras autoridades civis e militares, anunciou o período da época balnear, para este ano: 15 de Maio a 18 de Outubro.
     Apesar de o período já ter sido dilatado percebe-se que o produto dominante continua a não ser suficientemente valorizado.
     Tem de haver pragmatismo na análise.
     Quem vem ao Algarve, onde Albufeira se insere, fá-lo essencialmente por causa das praias e do clima, independentemente da altura do ano. Golfistas e outros que também nos visitam espreitam os momentos solarengos para ganhar algum bronze e, porque não, dar um mergulho.
     O combate à sazonalidade passa, em primeiro lugar, pela mestria de tirar partido das potencialidades e melhorar a eficácia do produto primário.
     Falta fazer muito neste campo. Contudo, no quadro actual, ainda é possível obter ganhos sustentáveis de imagem com a implementação de alguns arranjos.
     Houve uma tentativa para os estabelecimentos da cidade estarem abertos, no período de época baixa, mas falta entender o interesse das praias mais emblemáticas manterem a operacionalidade dos apoios durante o ano.
     Logicamente, com serviços reduzidos e taxas low cost no inverno.
     Algumas concessões pertencem a bares ou restaurantes cuja capacidade de atrair clientela não é afectada com o mau tempo. Antes pelo contrário, a bravura do mar desperta afluência de público.
     Nestes casos, a viabilidade das explorações deve ser encarada num contexto de inter-partilha sustentável, sendo que a quebra do negócio na praia não compromete o sucesso económico das concessões.
     Os visitantes, provenientes de outras realidades climáticas, é que não podem deixar de ter segurança e sentirem-se defraudados, mormente nos dias solarengos de inverno, sob pena da inerente propaganda negativa reverter em prejuízo para o destino.

 
      Fev.2015 - Henrique Coelho

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O PS anda á boleia de mala vazia


O PS-Albufeira anda à boleia de mala vazia.





     Na sequência do que tenho publicado no Jornal Notícias de Albufeira e no meu Blogue, www.albufeiranocoracao.blogspot.pt, em relação ao desempenho político-partidário, concluo que o PS-Albufeira anda à boleia de mala vazia.
     A notícia de um matutino nacional, em 19 de Fevereiro, retratada neste texto, é elucidativa.
     A segunda força política, que tem um vereador “amarrado” ao actual executivo camarário, devia ser mais contundente e tornar clara a sua visão detalhada sobre o tipo de investimento autárquico que entende ser necessário para o concelho.
     Se, por um lado, esta postura hesitante demonstra vazio e incapacidade de dar contributo, por outro, deve haver a percepção de que os munícipes têm o direito de ser esclarecidos acerca das propostas políticas que podem conduzir ao desenvolvimento.       




     Fev.2015 - Henrique Coelho

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ainda há quem confunde produto com prestação de serviços

 Ainda há quem confunde produto com prestação de serviços.

    Pelo que li na imprensa local, a Autarquia promoveu encontros com empresários, para os estabelecimentos estarem abertos na época baixa e não defraudar turistas.
     À primeira vista isto podia fazer algum sentido. E os donos dos estabelecimentos serão os primeiros a quererem fazer negócio. Mas, esta pretensão não tem legitimidade.
     A adopção do recente Conselho Municipal do Turismo, a combinar com o Corpo de Conselheiros que propus em Junho de 2004, no âmbito da Apal, parece não ter ajudado. Ainda há quem confunde produto turístico com prestação de serviços.
    As obras da Polis não surtiram o efeito desejado. Deste modo, Albufeira precisa de melhorar o seu produto de base, que é, em primeira instância, da responsabilidade da Autarquia, e falta incentivos para a criação de sub-produtos atractivos. É isto que tem de ser feito de forma irreverente, mas com critério, conjugado com um modelo de promoção inteligente, para chamar os turistas.
     A prestação de serviços dos estabelecimentos é uma consequência lógica e querer inverter esta ordem natural é não perceber a questão.
     O divórcio da cidade em relação ao Porto de Abrigo e à Marina gerou uma desvalorização substancial do produto. Mas a ligação respectiva não deve ser feita de qualquer maneira. A ponte projectada não é solução. Dispenso-me de esgrimir esta matéria porque já escrevi muito acerca do tema.
     No contexto nacional, o turismo cresce a dois dígitos. Porém, em Albufeira o produto não evoluiu e a falta de competitividade, inerente, tem acentuado a sazonalidade. O índice de ocupação pode ter melhorado, estatisticamente, mas os resultados das empresas são escassos. Mormente o sector da restauração não descola.
     Salvo raras excepções, os empresários que insistem em manter os seus estabelecimentos abertos, na época baixa, lutam com a única arma que têm, ou seja, baixam as tarifas, e, regra geral, não geram receita para assumir as responsabilidades.
     Não é por acaso que a Autarquia se queixa do atraso na cobrança da água da rede. Sendo que há ainda custos energéticos, taxas elevadíssimas, e outros encargos a perder de vista.
     A falta de análise, reflexão e ponderação que recheou o passado, tende a continuar apesar dos show-meetings selectivos. Porventura, mais virados para confraternizar, marcar presença e anotar as ausências.
     Tal como venho afirmando desde há muito “Albufeira Precisa de Mais”.

     Enquanto o concelho se deixar nortear por cartilhas de autores sem vocação, e ser palco de eventos desajustados da sua realidade, não desencalha.

Fev.2015 - Henrique Coelho

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A FOLGA FINANCEIRA DA AUTARQUIA


   A Folga Financeira da Autarquia.

  

   Ao ler a notícia publicada na última edição de 2014 do Notícias de Albufeira, sobre a folga financeira da Autarquia no final de 2013, fiquei surpreendido.

    À primeira vista julguei que se tratava de uma manobra dilatória e esperei pelo desmentido que não chegou.

    Se, por um lado, desvalorizar os comentários da oposição não contribui para a transparência, por outro, os autarcas não se cansam de mostrar regozijo pelo desafogo que atingiram, sem quantificar nem referir o esforço contributivo dos munícipes.

    O alerta da oposição, apesar de tardio, é revelador da grande injustiça que recai sobre os munícipes.

    Em Junho de 2014, quando me referia à falta de transparência e apelava à comunicação expedita de dados da execução orçamental e da posição líquida da Autarquia, não fazia ideia desta situação.

    Afinal, o esforço das famílias e das empresas era desnecessário. E espanta-me que a situação ainda prevaleça, numa altura em que a Autarquia já não é governada por maioria absoluta de uma única força política.

    A ocultação, por muito tempo, desta atitude pretensiosa, que rotulou os albufeirenses de ingénuos, compromete em primeiro lugar os autarcas, mas, também, todas as forças políticas com representação no concelho e descredibiliza a democracia.

    O ajustamento tem sido feito, basicamente, à custa dos munícipes, enquanto os empossados preferiram se acomodar em vez de respeitarem o resultado sufragado e honrar as forças partidárias que lhes deram abrigo.

    Já há quem fale do reforço de verbas às associações, para retomar a promiscuidade que rendeu votos no passado. Porém, os eleitores estão, hoje, mais esclarecidos e não se deixarão enganar no momento oportuno.       


    A população do concelho tem sido massacrada, com taxas e impostos elevadíssimos, devido à displicência negligente que também já prejudicou o PSD. A continuar tudo como está, os danos serão ainda maiores no futuro.
     Fev.2015 - Henrique Coelho
 
 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A frota do giro

    A Frota do Giro.
   
    Constato com satisfação que, finalmente, a Frota do Giro passou a incorporar autocarros de lotação mais adequada.
    Na minha opinião, a opção por um outro modelo de carroçaria teria sido mais vantajoso. Ainda assim, apresento os meus cumprimentos e felicito o Exmo. Senhor Presidente da Câmara, por já ter entendido esta necessidade.
    Pena é que a anomalia, que teve custos para a Autarquia, não tenha sido reparada, quando o Sr. Presidente ainda dirigia a Assembleia Municipal.
    Em vários momentos, desde Março de 2005, denunciei esta incongruência.
    Para o assunto ficar devidamente arrumado e os utentes terem melhores condições de mobilidade falta, ainda, reformular circuitos.  

    Veja mais em:  www.albufeiranocoracao.blogspot.pt
     Fev.2015 - Henrique Coelho


O Banco de Fomento tarda em dar contributo

    O Banco de Fomento, muito badalado, tarda em dar contributo.

     Portugal como país periférico, cujas políticas cambial e monetária não controla, tem dificuldade de sustentar o seu endividamento. A globalização e os acordos do comércio internacional, que aparentemente abriram as portas a um mercado mais amplo, também trouxeram-lhe dificuldades.
     Ainda assim, pode tirar partido da conjuntura que aí vem.
     Independentemente do desfecho que se vier a verificar na Grécia, estou confiante que a vitória do Syriza vai alterar a visão das Instituições da União em relação aos países membros que comportam dívida elevada.
     A nova política monetária do BCE para travar a deflação, com consequências na desvalorização do Euro, também pode ajudar a economia a crescer, desde que os governantes sejam capazes de implementar medidas para incluir as empresas nacionais neste processo.
     É preciso olhar o mar com sabedoria e tirar partido das suas potencialidades.
     No tempo das colónias Portugal possuía uma marinha mercante pujante que, em vez de ser redireccionada para os objectos lógicos de um país marítimo, foi desmantelada. Hoje, Portugal não tem navios apesar de continuar a ter a maior zona económica exclusiva que pretende justificar os submarinos.
     O turismo está com uma grande dinâmica e representa mais de 10% do PIB, mas ainda há muitas carências que precisam de ser ultrapassadas, tanto no aproveitamento das potencialidades como no desenvolvimento de produtos atractivos, para o sector melhorar a competitividade.
     Reiterando o que disse em 15 de Julho de 2010, (in J. d`Albufeira e Blogue), o sector agrário merecia que as Caixas Agrícolas acompanhassem melhor os seus associados e ajudassem a desenvolver projectos viáveis. A Tutela, através das Direcções Regionais, também deve incentivar os empresários agrícolas e dar o seu contributo, nomeadamente, na análise da aptidão dos solos e no aconselhamento sobre emparcelamentos, para as explorações serem rentáveis.
     O objectivo patriótico deve ser substituir a importação de bens de consumo pela exportação de produtos com incorporação nacional e maior valor acrescentado.
     Devido à política de extracção da Arábia Saudita, e à auto-suficiência dos Estados Unidos, a cotação do barril de petróleo caiu para menos de metade nos mercados internacionais. Porém, os combustíveis não desceram, em Portugal, na mesma proporção, para manter o fluxo de impostos e engordar players. A factura de electricidade ficou mais dispendiosa para as famílias e para as empresas. Este paradoxo chinês já devia ter sido denunciado pelo regulador que julgo ainda ser português.
     Ao contrário dos Swap da banca, com ramificações aos gurus da finança mundial, que estão a dar raia e já chegaram aos Tribunais, o Capital de Risco parece estar mal implantado neste país. Por outro lado, o Banco de Fomento, muito badalado, tarda em dar contributo para a economia crescer e atenuar o flagelo do desemprego.

     Veja mais em:  www.albufeiranocoracao.blogspot.pt

     Fev.2015 - Henrique Coelho