Período da Época Balnear.
O Senhor Presidente da Câmara, acompanhado de outras autoridades civis e militares, anunciou o período da época balnear, para este ano: 15 de Maio a 18 de Outubro.
Apesar de o período já ter sido dilatado percebe-se que o produto dominante continua a não ser suficientemente valorizado.
Tem de haver pragmatismo na análise.
Quem vem ao Algarve, onde Albufeira se insere, fá-lo essencialmente por causa das praias e do clima, independentemente da altura do ano. Golfistas e outros que também nos visitam espreitam os momentos solarengos para ganhar algum bronze e, porque não, dar um mergulho.
O combate à sazonalidade passa, em primeiro lugar, pela mestria de tirar partido das potencialidades e melhorar a eficácia do produto primário.
Falta fazer muito neste campo. Contudo, no quadro actual, ainda é possível obter ganhos sustentáveis de imagem com a implementação de alguns arranjos.
Houve uma tentativa para os estabelecimentos da cidade estarem abertos, no período de época baixa, mas falta entender o interesse das praias mais emblemáticas manterem a operacionalidade dos apoios durante o ano.
Logicamente, com serviços reduzidos e taxas low cost no inverno.
Algumas concessões pertencem a bares ou restaurantes cuja capacidade de atrair clientela não é afectada com o mau tempo. Antes pelo contrário, a bravura do mar desperta afluência de público.
Nestes casos, a viabilidade das explorações deve ser encarada num contexto de inter-partilha sustentável, sendo que a quebra do negócio na praia não compromete o sucesso económico das concessões.
Os visitantes, provenientes de outras realidades climáticas, é que não podem deixar de ter segurança e sentirem-se defraudados, mormente nos dias solarengos de inverno, sob pena da inerente propaganda negativa reverter em prejuízo para o destino.
Fev.2015 - Henrique Coelho
segunda-feira, 2 de março de 2015
sábado, 21 de fevereiro de 2015
O PS anda á boleia de mala vazia
O PS-Albufeira anda à boleia de mala vazia.
Na sequência do que tenho publicado no Jornal Notícias de Albufeira e no meu Blogue, www.albufeiranocoracao.blogspot.pt, em relação ao desempenho político-partidário, concluo que o PS-Albufeira anda à boleia de mala vazia.
A notícia de um matutino nacional, em 19 de Fevereiro, retratada neste texto, é elucidativa.
A segunda força política, que tem um vereador “amarrado” ao actual executivo camarário, devia ser mais contundente e tornar clara a sua visão detalhada sobre o tipo de investimento autárquico que entende ser necessário para o concelho.
Se, por um lado, esta postura hesitante demonstra vazio e incapacidade de dar contributo, por outro, deve haver a percepção de que os munícipes têm o direito de ser esclarecidos acerca das propostas políticas que podem conduzir ao desenvolvimento.
Fev.2015 - Henrique Coelho
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Ainda há quem confunde produto com prestação de serviços
Ainda há quem
confunde produto com prestação de serviços.
Pelo que li na imprensa local, a Autarquia promoveu encontros com
empresários, para os estabelecimentos estarem abertos na época baixa e não
defraudar turistas.
À primeira vista isto podia fazer algum sentido. E os donos dos
estabelecimentos serão os primeiros a quererem fazer negócio. Mas, esta
pretensão não tem legitimidade.
A adopção do recente Conselho Municipal do Turismo, a combinar com o Corpo
de Conselheiros que propus em Junho de 2004, no âmbito da Apal, parece não ter
ajudado. Ainda há quem confunde produto turístico com prestação de serviços.
As obras da Polis não surtiram o efeito desejado. Deste modo, Albufeira
precisa de melhorar o seu produto de base, que é, em primeira instância, da
responsabilidade da Autarquia, e falta incentivos para a criação de
sub-produtos atractivos. É isto que tem de ser feito de forma irreverente, mas
com critério, conjugado com um modelo de promoção inteligente, para chamar os
turistas.
A prestação de serviços dos estabelecimentos é uma consequência lógica e
querer inverter esta ordem natural é não perceber a questão.
O divórcio da cidade em relação ao Porto de Abrigo e à Marina gerou uma desvalorização
substancial do produto. Mas a ligação respectiva não deve ser feita de qualquer
maneira. A ponte projectada não é solução. Dispenso-me de esgrimir esta matéria
porque já escrevi muito acerca do tema.
No contexto nacional, o turismo cresce a dois dígitos. Porém, em
Albufeira o produto não evoluiu e a falta de competitividade, inerente, tem
acentuado a sazonalidade. O índice de ocupação pode ter melhorado, estatisticamente,
mas os resultados das empresas são escassos. Mormente o sector da restauração
não descola.
Salvo raras excepções, os empresários que insistem em manter os seus estabelecimentos
abertos, na época baixa, lutam com a única arma que têm, ou seja, baixam as tarifas,
e, regra geral, não geram receita para assumir as responsabilidades.
Não é por acaso que a Autarquia se queixa do atraso na cobrança da água
da rede. Sendo que há ainda custos energéticos, taxas elevadíssimas, e outros
encargos a perder de vista.
A falta de análise, reflexão e ponderação que recheou o passado, tende a
continuar apesar dos show-meetings selectivos.
Porventura, mais virados para confraternizar, marcar presença e anotar as
ausências.
Tal como venho afirmando desde há muito “Albufeira Precisa de Mais”.
Enquanto o concelho se deixar nortear por cartilhas de autores sem
vocação, e ser palco de eventos desajustados da sua realidade, não desencalha.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
A FOLGA FINANCEIRA DA AUTARQUIA
A Folga Financeira da
Autarquia.
Ao ler a notícia publicada na última edição de 2014 do
Notícias de Albufeira, sobre a folga financeira da Autarquia no final de 2013, fiquei
surpreendido.
À primeira vista julguei que se tratava de uma manobra dilatória e esperei
pelo desmentido que não chegou.
Se, por um lado, desvalorizar os comentários da oposição não contribui
para a transparência, por outro, os autarcas não se cansam de mostrar regozijo
pelo desafogo que atingiram, sem quantificar nem referir o esforço contributivo
dos munícipes.
O alerta da oposição, apesar de tardio, é revelador da grande injustiça
que recai sobre os munícipes.
Em Junho de 2014, quando me referia à falta de transparência e apelava à
comunicação expedita de dados da execução orçamental e da posição líquida da
Autarquia, não fazia ideia desta situação.
Afinal, o esforço das famílias e das empresas era desnecessário. E espanta-me
que a situação ainda prevaleça, numa altura em que a Autarquia já não é governada
por maioria absoluta de uma única força política.
A ocultação, por muito tempo, desta atitude pretensiosa, que rotulou os
albufeirenses de ingénuos, compromete em primeiro lugar os autarcas, mas,
também, todas as forças políticas com representação no concelho e descredibiliza
a democracia.
O ajustamento tem sido feito, basicamente, à custa dos munícipes, enquanto
os empossados preferiram se acomodar em vez de respeitarem o resultado sufragado
e honrar as forças partidárias que lhes deram abrigo.
Já há quem fale do reforço de
verbas às associações, para retomar a promiscuidade que rendeu votos no passado.
Porém, os eleitores estão, hoje, mais esclarecidos e não se deixarão enganar no
momento oportuno.
A população do concelho tem sido massacrada, com taxas e impostos elevadíssimos,
devido à displicência negligente que também já prejudicou o PSD. A continuar
tudo como está, os danos serão ainda maiores no futuro.
Fev.2015
- Henrique Coelho
domingo, 8 de fevereiro de 2015
A frota do giro
A Frota do Giro.
Constato com satisfação que, finalmente, a Frota do Giro passou a
incorporar autocarros de lotação mais adequada.
Na minha opinião, a opção por um outro modelo de carroçaria teria sido
mais vantajoso. Ainda assim, apresento os meus cumprimentos e felicito o Exmo.
Senhor Presidente da Câmara, por já ter entendido esta necessidade.
Pena é que a anomalia, que teve custos para a Autarquia, não tenha sido
reparada, quando o Sr. Presidente ainda dirigia a Assembleia Municipal.
Em vários momentos, desde Março de 2005, denunciei esta incongruência.
Para o assunto ficar devidamente arrumado e os utentes terem melhores
condições de mobilidade falta, ainda, reformular circuitos.
Fev.2015
- Henrique Coelho
O Banco de Fomento tarda em dar contributo
O Banco de Fomento, muito badalado, tarda em dar contributo.
Portugal como país periférico, cujas políticas cambial e monetária não
controla, tem dificuldade de sustentar o seu endividamento. A globalização e os
acordos do comércio internacional, que aparentemente abriram as portas a um
mercado mais amplo, também trouxeram-lhe dificuldades.
Ainda assim, pode tirar partido da conjuntura que aí vem.
Independentemente do desfecho que se vier a verificar na Grécia, estou confiante
que a vitória do Syriza vai alterar a visão das Instituições da União em
relação aos países membros que comportam dívida elevada.
A nova política monetária do BCE para travar a deflação, com consequências
na desvalorização do Euro, também pode ajudar a economia a crescer, desde que
os governantes sejam capazes de implementar medidas para incluir as empresas nacionais
neste processo.
É preciso olhar o mar com sabedoria e tirar partido das suas
potencialidades.
No tempo das colónias Portugal possuía uma marinha mercante pujante que,
em vez de ser redireccionada para os objectos lógicos de um país marítimo, foi desmantelada.
Hoje, Portugal não tem navios apesar de continuar a ter a maior zona económica
exclusiva que pretende justificar os submarinos.
O turismo está com uma grande dinâmica e representa mais de 10% do PIB,
mas ainda há muitas carências que precisam de ser ultrapassadas, tanto no
aproveitamento das potencialidades como no desenvolvimento de produtos
atractivos, para o sector melhorar a competitividade.
Reiterando o que disse em 15 de Julho de 2010, (in J. d`Albufeira e
Blogue), o sector agrário merecia que as Caixas Agrícolas acompanhassem melhor
os seus associados e ajudassem a desenvolver projectos viáveis. A Tutela, através
das Direcções Regionais, também deve incentivar os empresários agrícolas e dar o
seu contributo, nomeadamente, na análise da aptidão dos solos e no
aconselhamento sobre emparcelamentos, para as explorações serem rentáveis.
O objectivo patriótico deve ser substituir a importação de bens de
consumo pela exportação de produtos com incorporação nacional e maior valor
acrescentado.
Devido à política de extracção da Arábia Saudita, e à auto-suficiência
dos Estados Unidos, a cotação do barril de petróleo caiu para menos de metade
nos mercados internacionais. Porém, os combustíveis não desceram, em Portugal,
na mesma proporção, para manter o fluxo de impostos e engordar players. A factura de electricidade ficou
mais dispendiosa para as famílias e para as empresas. Este paradoxo chinês já
devia ter sido denunciado pelo regulador que julgo ainda ser português.
Ao contrário dos Swap da banca, com ramificações aos gurus da finança mundial,
que estão a dar raia e já chegaram aos Tribunais, o Capital de Risco parece
estar mal implantado neste país. Por outro lado, o Banco de Fomento, muito
badalado, tarda em dar contributo para a economia crescer e atenuar o flagelo
do desemprego.
Fev.2015
- Henrique Coelho
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
O PS mostra-se preocupado
O PS mostra-se preocupado.
Apesar das declarações proferidas por
políticos da nossa praça, sobre a situação grega, Portugal não tem condições de
se opor ao que vier a ser decidido nas Instituições da União.
A posição oficial portuguesa, a meu ver algo
precipitada, tem vindo a baixar de tom.
Depois de alguma euforia, também o
Secretário-Geral do PS se demarca dos socialistas gregos e mostra-se preocupado
porque qualquer cedência da União às posições do Syriza provoca desvio de votos
do seu eleitorado, para a esquerda radical, nas próximas legislativas.
Se as eleições não ditarem uma maioria absoluta
de direita não é entrave. Está na hora dos políticos valorizarem a democracia e
do novo governo incluir leque mais alargado de sensibilidades. Veja-se o meu
artigo publicado no Notícias d’Albufeira, em Abril de 2011.
Os eleitores
não se esquecem que foi o governo socialista quem deu o golpe fatal e arrastou o
País para a situação de bancarrota iminente. Já demissionário, em gestão
corrente, ainda teve de pedir a ajuda externa para evitar o incumprimento. Mas
foi o Governo de coligação PSD/CDS, saído de eleições em Junho de 2011, que teve
de cumprir o memorando de entendimento, supervisionado pela Troika, e honrar os
compromissos assumidos.
Nesta experiência nova nem tudo correu da
melhor forma e o que é dito, hoje, sobre o desemprego e a pobreza, em Portugal,
não joga com a realidade. Contudo, a austeridade era inevitável.
Terminado o programa de assistência, sem recorrer
a mais ajuda, o País ganhou credibilidade e o Governo estará em condições para
começar a reparar algumas injustiças.
Os portugueses devem estar apreensivos com
o alinhamento de algumas figuras políticas, em relação ao caso de justiça mais
mediático da actualidade, e, certamente, já perceberam que entregar a
governação a um primeiro-ministro socialista, nesta conjuntura, seria
retrocesso com riscos indetermináveis.
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